Cinemasmorra's Blog
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jan
02

“Adeus ano velho, feliz ano novo…”
Com mais este período que passa, vão diversos lançamentos que ocuparam as telonas ao longo desses 360 dias. Entre estréias surpreendentes, retumbantes fracassos e longas elogiados pela crítica, muita coisa se salvou – outras, nem tanto. Para acalentar a discussão na fila da bilheteria, nada melhor do que fazer um podcast para conversar sobre o que passou de melhor e pior nas telas do cinema…
Neste podcast,Angélica Hellish,
Marcos NoriegaDaniel Ruiz falam um pouco sobre alguns filmes que eles curtiram(ou não)em 2009,e agradecem à todos os convidados e ouvintes que colaboraram com o Masmorracast.
Valeu pessoal!

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jan
02

Nesta edição do Masmorracast,Angélica Hellish,Marcos Noriega,Daniel RuizOck Tock do podcast Máquina do Tempo,falam de alguns livros que foram importantes em suas vidas,e alguns livros que gostaríamos que fossem parar na telona.

Da página para a tela:

No final do século XIX, a atividade de registrar a vida humana com uma câmera de cinema era essencialmente contemplativa.
O cineasta (um misto de cientista, artista e mago) posicionava seu aparelho mágico diante, por exemplo, dos portões de uma estação ferroviária e capturava os movimentos da multidão que acabara de sair do trem e se dirigia para a rua; ainda não tínhamos a banda sonora para eternizar as conversas daqueles cidadãos de fim de século que interpretavam a si mesmos nos primeiros filmes.
Quase paralelamente ao surgimento do cinema documental, surgiu a idéia de usar a película para narrar enredos fantasiosos; a imaginação, a literatura e as apresentações teatrais forneciam temas para as primeiras obras totalmente ficcionais do cinema.
As trucagens e a linguagem narrativa começaram um rápido desenvolvimento. O primeiro filme de ficção científica, Viagem à Lua, foi inspirado em um livro de Júlio Verne. Um dos primeiros filmes de terror, Frankenstein, dos Estúdios Edison, era adaptação de uma peça de teatro inspirada no livro de Mary Shelley.
Nos anos vinte do século passado, quando o cinema de ficção já estava devidamente estabelecido como produto de entretenimento, vários fimes importantes possuíam roteiros adaptados de clássicos do romance, da novela ou da dramaturgia. As obras eram bastante simplificadas e, quase sempre, o número de personagens era reduzido; não devemos esquecer que ainda estávamos na época do cinema mudo, as estórias precisavam ser contadas de forma basicamente visual. Ao longo da trajetória do cinema no século vinte, a evolução tecnológica trouxe o som, a cor e um novo repertório de técnicas dramáticas e narrativas, as adaptações de obras literárias ganharam mais profundidade com a chegada da palavra falada ao cinema.
Shakespeare, Homero, Charles Dickens, Richard Matheson, Sade, Victor Hugo, Stephen King, Franz Kafka, Joseph Conrad, Thomas Mann, Michael Crichton…É interminável a lista de grandes escritores que forneceram o material para filmes cultuados pelo público e a crítica.
Nos dias de hoje, o sucesso de vendas de um livro abre quase automaticamente o caminho para uma versão em película ou,quem sabe,em vídeo digital .

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Para emails e mensagens de voz: contato.cinemasmorra@gmail.com

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dez
23

Comida e relações humanas são dois elementos que estão sempre envolvidos, quer na vida real ou no cinema. Fazem parte de preocupações tão universais que podem ser entendidos em qualquer lugar do planeta.
A culinária, os alimentos utilizados e a maneira como essa comida é degustada variam de país para país, de povo para povo, mas existe uma estreita ligação entre comida, sexo e – por que não? – magia, na nossa cultura, a qual não podemos ignorar.
Alguns filmes conseguem mostrar com muita habilidade essa relação, com histórias que estão direta ou indiretamente relacionadas aos prazeres de uma boa refeição.
Para quem já está ficando com fome, basta apenas escolher o seu lugar preferido, aproveitar o podcast e bom apetite!

São freqüentes nos filmes cenas em aparece algum tipo de alimento.
Qual interessado em filmes – indo ao cinema ou apreciando a sétima arte no doce recesso do lar –, não se lembrará de títulos como A festa de Babette; O cozinheiro, o ladrão, sua mulher e o amante; O tempero da vida; Chocolate; A comilança; Comer, beber, viver; Tomates verdes fritos, Tampopo –Os brutos também comem spaghetti ou Super size me ?
Seja como personagem principal (melhor seria, neste caso, dizer prato principal), seja como coadjuvante (ou acompanhamento), a comida e os rituais e símbolos ligados à alimentação são presenças constantes na tela.
Lembremos que o debate sobre a relação entre cinema e comida poderia ser feito, também, a partir da perspectiva de certas práticas culturais que anunciam na linguagem a imbricação entre visão e paladar, em expressões corriqueiras como “comer com os olhos” ou “ter o olho maior que a barriga”. Obviamente não podemos comer o que está na tela, mas podemos constatar que as imagens “digeridas com os olhos” afetam-nos de tal maneira que remetem a memórias de sabores, aromas, pessoas e gestos. Diga-se, de passagem, esta prerrogativa não é apenas do cinema, (como nos mostra Marcel Proust, a partir da uma simples madeleine), mas possui neste meio, talvez, o mais poderoso instrumento. Nesta perspectiva, ainda que de modo mais prosaico, certos comerciantes perceberam claramente a imbricação entre os desejos produzidos pelos olhos e os que aguçam o paladar, induzindo-nos a pensar que é mais apetitoso ter sanduíches com nomes de atores e atrizes… ou seria isso uma antropofagia erotizada e dissimulada? Por outro lado, por que os avisos ao público de certas salas de cinema no Brasil lançam mão de sacos de pipoca para representar os espectadores na hora de dar informações sobre normas de segurança? Por que a pipoca? Pode parecer produto inocente, mas para alguns, como o estudioso Ian Christie (em “Feasting in the dark”, um dos artigos do livro Consuming Passions: Food in the Age of Anxiety, Manchester U.P., 1998), a pipoca foi parte de um projeto consciente de americanização da população inglesa, e segundo sua argumentação, muito provavelmente estão relacionadas certas medidas como a introdução da pipoca e a proliferação das salas multiplex à duplicação das taxas de audiência e a redução do número de filmes não-americanos exibidos na Inglaterra.
Minha proposta é, assim, mostrar, por meio da análise de cenas dos filmes citados, como alguns diretores potencializaram e construíram situações dramáticas por meio da comida, revelando elementos complexos da sociedade brasileira no que se refere a gênero, celebrações, classes sociais e estados emocionais. Gostaria de enfatizar, novamente, que o percurso que sugiro, aqui, dos papéis e significados de alimentos e de comportamentos, símbolos e rituais a eles ligados em alguns filmes do cinema brasileiro é, apenas, um percurso. Certamente, são possíveis vários outros, ao sabor de diferentes aspectos que os diretores realçaram em suas obras e de variadas percepções dos espectadores.
Texto de Maria Cecília de Miranda Nogueira Coelho

Alguns filmes que tratam do tema:
:. A Comilança
:. A Conspiração
:. A Festa de Babette
:. A Fantástica Fábrica de Chocolate
:. A Grande Noite
:. A Marvada Carne
:. Bagdá Café
:. Banquete De Casamento
:. Casamento Grego
:. Cheiro de Papaia Verde
:. Chocolate
:. Comer, Beber, Viver
:. Como Água Para Chocolate
:. Delicatessen
:. Jantar entre Amigos
:. Minha casa em Umbria
:. O Amor Está Na Mesa
:. O Casamento Do Meu Melhor Amigo
:. O Cozinheiro, O Ladrão, Sua Mulher e O Amante
:. O filho da noiva
:. O Jantar
:. O Último Jantar
:. Os cinco sentidos
:. Outono em Nova York
:. Sabor da Paixão
:. Simplesmente Irresistível
:. Bella Marta
:. Sob o sol de Toscana
:. Sideways
:. Tampopo – Os Brutos também comem spaghetti
:. Temperos da Vida
:. Tomates Verdes Fritos
:. Um casamento à Indiana
:. Vatel – Um banquete para o rei
:. Nação Fast Food
:. Estômago
:. Preciosa Iguaria

Para ouvir o podcast, clique no link para o blog do Masmorra Erótica:
http://masmorraerotica.blogspot.com/2009/12/blog-post.html

dez
15

É pessoas…
Enchi de postar nos dois Blogs.Dá um trabalhão,e ultimamente o meu tempo anda bem curto…
Então quem quiser escutar ou baixar nossos podcasts visitem a página da Masmorra.
Estaremos lá aguardando seus comentários,e tentando sempre fazer podcasts interessantes para vocês.
Este Blog ficará aos cuidados de Daniel Ruiz,nosso colaborador,que está sempre presente nas gravações do Masmorracast.
Beijos e continuem acompanhando nossos Blogs e Podcasts!

dez
05

Chegamos à 12º edição do Masmorracast, audaciosamente indo aonde nenhum homem jamais esteve…
Desta vez,Angélica Hellish,Daniel Ruiz e Marcos Noriega encontram alienígenas, andróides, mutantes e outros seres fantásticos enquanto abordam o passado,o presente e o futuro da ficção científica no cinema.
Ao infinito… e além!
Download do podcast pelo 4Shared: Clique aqui
Download e Player no Mevio : Clique aqui
Nossos emails : contato.cinemasmorra@gmail.com / contato.masmorraerotica@gmail.com

Desde que o cinema começou,encontra-se a ficção científica em filmes.
Autores de livros que causaram a curiosidade e a imaginação do mundo sobre temas déssa natureza,como H.G.Wells ou Júlio Verne,chamaram também atenção dos autores da mídia.
Orson Welles,como radialista,aterrozirou toda a população de Nova Iorque,interpretando no rádio a história do livro Guerra dos Mundos de H.G. Wells,
onde grande parte da população acreditou estar mesmo sendo invadida pelos marcianos. Alguns dos livros desses autores foram interpretados no cinema em preto e branco,como:Viagem ao Centro da Terra,Da Terra à Lua,A máquina do tempo,O Homem Invisível,Vinte Mil Léguas Submarinas,A Ilha do Dr. Moreau etc

Outros ainda desde o Cinema Mudo,como o clássico King Kong,embora nesse caso haja uma classificação como gênero Cinema Fantástico,já que o tema não decorre propriamente de especulação científica.

Também os marcianos foram mostrados em diversos filmes americanos dos anos 30 e 40, continuando com o medo de invasão espacial,surgido desde que foram observados pelos telescópios os famosos canais de Marte.
Nos dias atuais os filmes do género estão entre os que alcançam maior índice de bilheteira, demonstrando ainda a fascinação das pessoas sobre o que está por vir,ou ainda,sobre o que é pura fantasia,como em E.T. ou Guerra na estrelas,O Exterminador do Futuro,De Volta para o Futuro ou episódios de Jornada nas E.strelas

O conhecimento científico avançando cada vez mais, atualmente, mostra uma fronteira cada vez mais larga sobre o que podemos construir em matéria de ficção científica,deixando uma gama ilimitada de temas das quais podem ser criados filmes
que especulam sobre o futuro se mostram entre os mais rentáveis, é de se esperar que vejamos cada vez mais o tema sendo explorado pela televisão e cinema.

É interessante observar os temas dos filmes mais populares de ficção, que em geral mostram os anseios e os receios de determinada geração em função de novas tecnologias ou descobertas científicas.
Fonte: Wikipedia


Para ouvir aqui no Blog,clique na imagem acima.

nov
26

Nesta edição do Masmorracast, Angelica Hellish, Daniel Ruiz e Marcos Noriega fizeram um apanhado da carreira do cineasta francês Jean-Pierre Jeunet.
Seus filmes misturam o fantástico à realidade em diversas proporções, seja na criação de universos fantásticos, seja dando relevância ao acaso no cotidiano como em O Fabuloso Destino de Amélie Poulain,entre outros excelentes filmes.
Download do Podcast Aqui
Download e Player no Mevio.com Aqui

Filmografia:
1978 : L’évasion
1981 : Le bunker de la dernière rafale (curta-metragem de 26 minutos, realizado em parceria com Marc Caro)
1984 : Pas de repos pour Billy Brakko (curta-metragem de 5 minutos)
1989 : Foutaises (curta-metragem de 8 minutos)
1991 : Delicatessen (realizado em parceria com Marc Caro)- Delicatessem
1995 : La cité des enfants perdus (realizado em parceria com Marc Caro)- Ladrão de Sonhos
1997 : Alien, Ressurrection – Alien a Ressurreição
2001 : Le fabuleux destin d’Amélie Poulain- O Fabuloso Destino de Amélie Poulain
2004 : Un long dimanche de fiançailles – Eterno Amor
2009 : Micmac à tire Larigot






nov
15

 

Nesta edição,Angelica Hellish, Daniel Ruiz e Marcos Noriega conversaram sobre as adaptações de cultuados jogos para a telona; comentamos produções como MORTAL KOMBAT, RESIDENT EVIL, TOMB RAIDER, entre outros. Passamos à limpo as semelhanças e diferenças entre os enredos e personagens originais dos jogos e dos filmes que eles originaram. As reações dos fãs, os sucessos e fracassos de bilheteria das franquias e o elenco de diretores e atores que encarnaram heróis e heroínas como Lara Croft.

Nosso email: contato.cinemasmorra@gmail.com
Download pelo 4Shared: Clique aqui
Download e player no Mevio : Clique aquiMasmorracast games -finalizada

nov
12


O complexo Baader-Meinhof – Alemanha, década de 70.
O país é assolado por uma onda de atentados à bomba reivindicados por um grupo terrorista chamado Facção do Exército Vermelho, que move uma luta mortal contra o que eles dizem ser os novos inimigos da Alemanha: o capitalismo americano que se apoia na estrutura de poder alemã que tem um passado próximo de envolvimento com o nazismo. Em teoria, o objectivo do grupo liderado por Andreas Baader e Ulrike Meinhof é a criação de uma sociedade mais justa e humana, porém estes filhos da 2ª Guerra Mundial usam os meios mais aberrantes para o conseguir, perdendo pelo caminho a sua própria humanidade. O grupo é perseguido tenazmente pelo chefe de polícia Horst Herold, que compreende bem as premisas do grupo, e que suspeita que as suas acções são apenas um sintoma de algo de bem mais perturbador. Ulli Edel traz-nos aqui uma bem conseguida dramatização da história de um dos mais notórios grupos terroristas da Europa do pós-guerra, dando-nos uma narrativa equilibrada e dinâmica que nos sugere interrogações pertinentes sobre a génese e impacte destas organizações.

Título original: Der Baader Meinhof Komplex
De: Uli Edel
Com: Martina Gedeck, Moritz Bleibtreu, Johanna Wokalek
Género: Drama, Histórico
ALE/FRA/República Checa, 2009, Cores, 150 min.

nov
12


IMMORTEL (Ad Vitam) – Enki Bilal.
Immortel é uma adaptação da trilogia Nikopol, uma série de três álbuns em quadrinhos do iugoslavo erradicado na França, Enki Bilal. Os alguns que deram origem ao filme são Os Imortais, A Mulher Enigma e Frio Equador. Os dois primeiros foram lançados no Brasil pela editora Martins Fontes e o terceiro tem uma edição portuguesa da editora Meribérica. A primeira vista o filme parece uma grande mistura, onde encontramos humanos, extraterrestres, mutantes e alguns seres sintéticos, uma pirâmide flutuante sobre Manhattan e o deus egípcio Hórus. Mas posso dizer que essa mistura acabou dando certo e se tornando um agradável longa de ficção científica. Para realizar o filme, Enki contou com a ajuda do escritor de ficção Serge Lehman. O filme se passa na Nova Iorque de 2095 e tem como personagem principal Jill Bioskop, uma mulher de cabelos e lágrimas azuis que procura compreender a sua própria origem, mas que não é a única interessada na sua fisionomia única e nos poderes que possui, mas desconhece. A estranha pirâmide flutuante em Manhattan é uma prisão geoestacionária, onde está preso Nikopol, inimigo da multinacional Eugenics e é para lá que os deuses pretendem punir e aprisionar Hórus por traição. Os deuses concedem a Hórus sete dias de liberdade antes de lhe retirarem a sua imortalidade. O personagem de Horus é interpretado pelo ator Thomas Pollard, pouco identificável por conta dos efeitos do filme, feitos em CGI (mesma técnica usada no personagem Gollum da trilogia “O Senhor dos Anéis”). A prisão pirâmide sofre um curto-circuito e Nikopol é libertado. As vidas desses três personagens (Hórus, Nikopol e Jill Bioskop) estão para se cruzar e afetar outras tantas. O elenco se completa com Linda Hardy, Thomas Kretschmann, Charlotte Rampling, Frederic Pierrot, Yann Collette, Olivier Achard, Corinne Jaber, Joe Sheridan (de Ligações Perigosas) e o veterano e premiado Jean-Louis Trintignant, que já figurou em Bunker Palace Hôtel, também de Bilal. O filme, além de agradar e divertir os fãs de ficção científica, é também um alerta sobre o que pode acontecer com o avanço tecnológico, que aos poucos vai esmagando a raça humana, bem escrito em uma empolgante fábula de Enki Bilal. Com duração de 1h42, Immortel é um bom filme (as vezes pecando um pouco no roteiro, que o deixa confuso em certas cenas) e a trilha sonora é do premiado Goran Vejvoda, que além de trilhas para o cinema, colabora com prestigiosos espetáculos cênicos na França. Vejvoda já trabalhou com Bilal em Tykho Moon.
Ficha Técnica
Nome original: Immortel (ad Vitam)
País: França
Ano de lançamento: 2004
Diretor: Enki Bilal

nov
09

Criado por Claudinha- Inscrevam-se ainda dá tempo – Email: contato.cinemasmorra@gmail.com

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